09/12/2015 - Por Notícias

Comic Con Experience 2015

Primeiramente, desculpe o atraso no texto, mas precisava de alguns dias para me recuperar. Imagino que, nesse ponto, todos já ouviram de toda a confusão das filas e os problemas com o Pânico, que são problemas realmente sérios que a organização precisa manter em mente, mas eu sou apaixonada pela CCXP e vim contar um pouco da minha experiência!

Quinta-feira foi dia de compras e de passear – os stands estavam bem legais, bem mais interativos do que no ano anterior. Dava pra nadar numa piscina de bolinhas procurando a Dolly, jogar Laser Tag do Halo, cantar no karaoke do Netflix, e muito mais. Numa perspectiva feminista, começamos super bem – na masterclass do Mark Waid ele falou da importância de não ter apenas personagens homens brancos e como a diversidade enriquece a história. Além disso, tivemos um painel de Representação de Gênero na Cultura Pop, organizado pelas queridas do Collant sem Decote.

Sexta e sábado eu passei o dia no auditório, então perdi o painel sobre Representação Étnica e Furiosas: Mulheres que chutam bundas, mas falaram pra mim que ambos foram lindos <3  Só o fato de ter tantos painéis que explorem essas temáticas foi realmente uma vitória em relação ao ano passado, no qual só havia um painel que seguia essa linha.

Sexta-feira começou incrível com o John Rhys-Davies (o Gimli de O Senhor dos Anéis), que falou sobre como ele ficou nervoso ao ver os heróis dele, jogadores de um time de algum esporte que não me lembro, e que entende porque as pessoas ficam emocionadas ao conhecê-lo. É importante lembrar disso para não julgar quem não conseguia parar de gritar quando viu o David Tennant – todos temos nossos heróis.

Tivemos vários painéis legais, mas não tem como deixar de citar o do Netflix, que teve os atores de Jessica Jones, primeira série protagonizada por uma mulher da Marvel, e os atores de Sense8. Especialmente os atores de Sense8 falaram sobre a diversidade do elenco, e como isso traz uma maior autenticidade para a história, já que o mundo real é diverso. A atriz que faz a Nomi ainda falou sobre a maravilha que é, como atriz trans, interpretar uma personagem trans que é escrita por outra mulher trans, e como isso torna o papel muito mais interessante e real para ela.

Sábado temos mais painéis, com o Bom Dinossauro, novo filme da Disney (bem bonitinho e me emocionou até, mas a história não é particularmente mágica – a animação, por outro lado, é linda demais). O painel de Star Wars também se destacou na perspectiva feminista já que o produtor falou que a diversidade do elenco não foi “de propósito”, mas é simplesmente uma tendência natural – eles querem histórias maiores, explorar mais do universo, e não tem como imaginar que o universo todo é feito de apenas homens brancos (onde estão as mulheres negras, porém?? Lupita como alienígena não conta). E eu quase chorei com o clipe que mostraram, claro, mal me aguento de emoção com esse filme, não vou perdoar se for ruim.

A Evangeline Lilly foi outra boa surpresa – extremamente desenvolta, muito divertida, falou bastante sobre interpretar mulheres reais e fortes (mas que não necessariamente batem nas pessoas para se provar fortes), e como ela descobriu que não existem portas fechadas e nunca é tarde para seguir os seus sonhos.

Finalmente, não vou mentir para você, eu passei domingo quase inteiro no stand da Netflix tentando ganhar os brindes. Não tem muito o que dizer na perspectiva feminista, mas, como publicitária, fiquei extremamente impressionada com o stand, muito interativo, com vários jogos diferentes que se utilizam de tecnologias bem interessantes (teve até detector de mentiras) e com apresentadores muito divertidos.

Eu sei que esse evento ainda não se encontrou completamente, e ainda tem muitas dificuldades de organização, mas acredito que melhoramos a cada ano. Cada vez mais, fica difícil ignorar a presença das mulheres nesse evento e a importância da diversidade na cultura pop, e fico feliz de ver essas empresas e pessoas mais preocupadas em trazer histórias reais, originais e diversas.

Nos vemos ano que vem <3

PS: eu gostaria de mandar um obrigado especial ao menino que ganhou pra mim a almofada da Netflix – não lembro seu nome, mas sou extremamente grata.

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