Eu em primeiro lugar

Segue relato anônimo de uma seguidora da página. Aviso para menções de um relacionamento abusivo.


Eis aqui o meu desabafo… Eu sempre fui o tipo de garota fácil de se apaixonar fácil, mas não de se entregar. Só declaro o meu amor quando eu me sinto segura e isso raramente acontece.

O meu segundo namoro foi um caso raro, bem raro… Ele sempre foi um cara gentil, disposto a fazer tudo pra me ver feliz, digamos que era perfeito… Fora o ciúme e a agressividade. Percebi que ele era agressivo quando eu brincava falando dos meus amigos (homens), uma vez ele apertou o meu braço com muita força enquanto pedia pra repetir que eu era somente dele. Mas eu sabia que ele não iria me bater, ele nunca tinha encostado a mão numa mulher pra isso.

Sempre deixei claro pra ele que tenho nojo de homens machistas e a partir daí ele passou a me respeitar mais, bom… Até o dia em que saímos para comemorar o nosso 5º mês de namoro. Fomos à um show com uns amigos dele e umas colegas minhas, tava tudo ótimo, ótimo demais pra ser verdade. Sempre que saíamos rolava algum desentendimento e dessa vez parecia que seria diferente e realmente foi.

Ele bebeu demais. Eram 2hrs da manhã e minha mãe ligou do celular dele só para saber onde estávamos e desligou o celular na cara dele, isso foi o bastante para ele ficar extremamente agressivo. Enquanto andávamos (eu, ele e mais um amigo nosso) na rua para procurar um ônibus pra ir pra casa, ele fazia palhaçadas e piadinhas ofensivas comigo e sobre a minha mãe.

Quando eu fui responder às ofensas ele veio pra cima de mim como um leão atacando a sua presa, o nosso amigo se meteu na frente dele e o acalmou… Continuamos andando, eu realmente pensei que ele não tentaria mais nada fisicamente, até que ele se aproximou de mim, me arrastou pra um canto e começou a puxar meu cabelo enquanto falava coisas agressivas que eu não me recordo.

Ele só não me bateu porque o amigo se meteu no meio tentando separar, mas não conseguiu. Até que eu comecei a gritar pedindo socorro, passavam carros e motos na rua, mas quem meteu a cara pra ajudar? Afinal, briga de “marido e mulher, ninguém mete a colher”, né? Ou, pela hora, devem ter pensado que eu era uma puta que estava sendo assediada. Pra que ajudar uma mulher quando ela está pedindo socorro? Está tarde, não é hora de moça de família estar na rua.

Até que ele me soltou, liguei pra minha mãe na hora, peguei um táxi (que eu não podia pagar) e fui para casa. Hoje ele se mostra arrependido e eu realmente acredito que esteja, confesso que ainda o amo e quero voltar o namoro, mas sempre que cogito essa hipótese, lembro de mulheres voltaram para os seus namorados/maridos agressores e ficaram escravas de um relacionamento sem sentido. Não, eu não quero isso pra mim. Por mais que eu o ame, eu ME AMO em primeiro lugar.

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