Isso não é amor

Há quase um ano atrás conheci meu ex-namorado em um curso sobre espiritualidade e desde então nunca paramos de nos ver. Desde o primeiro encontro ele já dava indícios de um comportamento agressivo, ficava bravo comigo do nada e tinha muito ciúmes.
Toda vez que saímos na rua ele acreditava que eu estava encarando homem, dando moral, mas o fato é que sou uma mulher muito alegre e tenho mania de ficar sorrindo toda hora. Já levei tapa na cara, cuspe e todo tipo de xingamento possível. As pessoas me diziam que isso não era amor, mas eu tinha a ilusão que o meu amor iria ajudá-lo a ser melhor. Já aconteceu sexo forçado, invasão de privacidade no meu celular, acusações e empurrões e ele, sempre a vítima da história e eu, a louca, bipolar e endemoniada. Quando me humilhava e pedia desculpas, tudo ficava bem, mas ele dava um jeito de me punir.
Os ciúmes foram aumentando, a desconfiança e os insultos também, e no meio disso tudo palavras de amor eterno, casamento e o “felizes para sempre”. Ele nunca me pediu desculpas por tudo isso que me fez, pelo contrário, disse que tudo era culpa minha e que eu realmente fui uma “desgraça de mulher”. Na nossa última briga, eu falei algo com ele dentro do carro e ele puxou forte o meu cabelo e apertou meu pescoço. Eu perdi a cabeça e acabei o arranhando todo e ele disse que não me queria mais, porque sou uma descontrolada (me sinto péssima por essa atitude). Pedi desculpas e quis continuar, mas algo dentro de mim dizia para eu seguir sem ele.
Isso tudo é recente e ainda sinto a falta dele. Me tornei insegura e tomo medicamentos para lidar com o pânico mental que sinto as vezes. Procuro me culpar por tudo do namoro, não tinha paz para sair com ele e fazia de tudo para ele não ficar bravo comigo. Tenho 26 anos e nunca imaginei passar por isso, queria ter formado uma família com ele. Acho que estou doente e preciso procurar ajuda. Imaginei um homem que nunca existiu, me iludi com poucos gestos de carinho e promessas apaixonadas. Meus pais não sabem o que passei e aguentei tudo sozinha. Tenho vergonha de mim e até de Deus, imaginando onde errei nisso tudo.

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