01/09/2014 - Por Projetos

Endometriose: você sabe o que é?

A endometriose afeta hoje aproximadamente seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% de mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e há 30% de chance de que fiquem estéreis.

Embora seja uma doença que afeta muitas mulheres, pouco somos conscientizadas sobre sua existência e incidência. 

É uma doença caracterizada pela presença do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso, para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, no final do ciclo ele descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas.

Existem mulheres que sofrem dores muito intensas e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão:

• Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;

• Dor pré-menstrual;

• Dor durante as relações sexuais;

• Dor difusa ou crônica na região pélvica;

• Fadiga crônica e exaustão;

• Sangramento menstrual intenso ou irregular;

• Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;

• Dificuldade para engravidar e infertilidade.

Ainda existem muitas dificuldades para se diagnosticar a endometriose. A maioria dos exames envolvem procedimentos invasivos ou pouco acessíveis financeiramente para boa parte da população afetada pela doença. Além disso, o diagnóstico pode demorar muito tempo para ser definido.

A laparotomia é o exame mais tradicional para identificar  a ocorrência da doença. O procedimento envolve uma incisão abdominal grande para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente. Ela requer uma recuperação delicada e lenta.  (Fonte)

É em favor de maior conforto para as mulheres que necessitam desse diagnóstico, que a brasileira Georgia Gabriela está participando do programa Village to Raise a Child 2014, da Universidade de Harvard. Caso ela se classifique entre os primeiros colocado, seu projeto poderá ser financiado para melhorar e tornar mais acessível o diagnóstico da endometriose para mulheres de sua comunidade e de outros lugares do mundo. A votação pode ser feita a cada 24h e é o processo é super rápido! Basta procurar a Georgia Gabriela, colocar seu e-mail e clicar em ‘votar’. Clique aqui para votar!

Esse é o vídeo produzido por Gabriela para divulgar seu projeto. Infelizmente, só encontramos em inglês. 

Georgia Gabriela propõe um exame mais simples, que realiza a comparação dos níveis de hormônios (estrogênio, progesterona e prolactina) de uma mulher sem a doença e de uma com suspeita de endometriose. Além disso, ela sugere a busca por marcas de sangue nos órgãos de forma não-invasiva e mais ágil.



 

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