08/01/2016 - Por Referências

Um livro por mês em 2016

Com o final da primeira semana de 2016 se aproximando, fizemos uma lista com 12 livros para você colocar na sua lista de leitura desse ano e começar a ler JÁ! É só um livro por mês e garanto que vai valer a pena. A lista inclui livros que ainda não lemos, mas cansamos de ouvir falar, livros que lemos e adoramos e recomendações que não conhecíamos, que tenham sido escrito por mulheres.

Se você já leu algum desses ou tem outros para sugerir, comenta lá embaixo. =)

As Boas Mulheres da China – Xinran

Sinopse: Entre 1989 e 1997, a jornalista Xinran entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais, a fim de compreender a condição feminina na China moderna. Seu programa de rádio, Palavras na Brisa noturna, discutia questões sobre as quais poucos ousavam falar. O olhar objetivo de Xinran dá aos temas um tratamento firme e delicado, trazendo à tona as esperanças e os desejos escondidos nessas difíceis vidas secretas.

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Livre – Cheryl Strayed

Sinopse: Aos 20 e poucos anos, a escritora Cheryl Strayed havia perdido tudo. Sua mãe, com quem tinha forte ligação, morreu precoce e inesperadamente em decorrência de um câncer. Após isso, a família se desintegrou. O casamento de Cheryl também foi buraco abaixo. Ela começou a usar heroína, largou a faculdade e chegou ao fundo do poço. Independente e disposta a enfrentar seus demônios, ela parte sozinha em uma trilha que cruza os Estados Unidos de ponta a ponta, a fim de entrar em contato consigo mesma e repensar sua vida.

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Girl Boss – Sophia Amoruso

Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

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Olympe de Gouges – Catel e Bocquet

Sinopse: Em Montauban de 1748, nasce Marie Gouze, criada sob as convenções da França setecentista. Aos 18 anos, mãe e viúva, se vê livre para expressar suas ideias e adota o pseudônimo ‘Olympe de Gouges’. Anos depois se muda para Paris, onde participará ativamente da vida política e cultural. Fiel leitora de Rousseau, inspiradas pelas ideias libertárias da França pré-revolucionária, Olympe se dedica intensamente à escrita. Conquistou inimizades e escandalizou os mais conservadores, porém jamais deixou de defender seus ideais libertários. Em 1791, redigiu a Declaração dos direitos da mulher e da cidadã, reivindicando a igualdade entre os sexos e o direito ao voto. Dos consagrados quadrinistas José-Louis Bocquet e Catel Muller, a HQ retrata através de belos traços os incríveis cenários e personalidades da França do século XVIII.

Já fizemos até uma crítica desse livro, que você pode conferir aqui.

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Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

Sinopse: Uma história de amor implacável que trata de questões de raça, gênero e identidade
Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.

Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.

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Eu sou Malala – Malala Yousafzai e Christina Lamb

Sinopse: Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

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Como Ser Mulher – Caitlin Moran

Sinopse: Quando aparecem estatísticas dizendo que apenas 29% das mulheres norte-americanas se descrevem como feministas — e apenas 42% das inglesas —, eu penso: o que vocês acham que feminismo é, moças? Que parte da “liberação das mulheres” não é para vocês? Será que é o direito de votar? De não ser uma posse do marido? A campanha por equivalência salarial? A música “Vogue”, da Madonna? As calças jeans? Será que todas essas coisas IRRITAM VOCÊ?

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A Poderosa Chefona – Tina Fey

Sinopse: Antes de Liz Lemon, antes do “Weekend Update”, antes de Sarah Palin, Tina Fey era só uma jovem com um sonho: um pesadelo recorrente em que ela era perseguida em um aeroporto por seu antigo professor de educação física. Ela também tinha o sonho de, um dia, ser comediante na TV.

Ela viu esses dois sonhos se tornarem realidade. Finalmente, a história de Tina Fey pode ser contada. De seus dias de adolescente nerd depravada até se tornar chefe do Saturday Night Live; de sua busca pouco entusiasmada pela beleza física até sua vida como mãe que come coisas do chão; de seu romance unilateral no colégio até sua lua de mel quase mortal — do início deste parágrafo até a última linha. Tina Fey revela tudo e prova algo que sempre suspeitamos: você não é ninguém na vida até alguém chamá-lo de “chefe”.

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Sejamos Todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Sinopse: Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: “Você apoia o terrorismo!”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

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A mulher que matou os peixes – Clarice Lispector

Sinopse: ‘A mulher que matou os peixes infelizmente sou eu’ Clarice Lispector começa confessando o ‘crime’ que cometeu sem querer. E para explicar como tudo aconteceu, ela escreveu uma história de compreensão e afeto, contando sobre todos os bichos de estimação que já viveram em sua casa.

Todos os bichos que aparecem em seus livros fizeram, em algum momento, parte de sua vida. Nada mais natural, então, do que contar simplesmente o que aconteceu com cada um deles. Por isto mesmo, estas histórias são narradas de modo coloquial e muito próximo do cotidiano infantil. Mesmo quando ela fala sobre dor e perda, quando explica que, às vezes, as coisas acontecem diferente da maneira que queremos.
Clarice mostra, em ‘A Mulher que Matou os Peixes’, que além de conhecer muito de perto o universo infantil, é alguém que sabe conversar com crianças com extrema sensibilidade. Ela trata os sentimentos com toda a delicadeza e fala direto ao coração.

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Meus Desacontecimentos – Eliane Brum

Sinopse: De quantos nascimentos e mortes se constitui uma vida? De quantos partos uma pessoa precisa para nascer? Com quantas palavras se faz um corpo? A menina que flertava com a morte conta como foi salva pela palavra escrita. Em cada página, personagens fantasticamente reais incorporam-se: a irmã morta, que era a mais viva entre todos; a avó, comedida em tudo, menos na imaginação; a família que precisou de uma perna fantasma para andar no novo mundo; as tias que viravam flores para não murchar. Como repórter e escritora, Eliane sempre questionou a forma como cada um inventa uma vida e cria sentido para seus dias. Em Meus desacontecimentos, conta como ela mesma se arrancou do silêncio para virar narrativa. Neste itinerário de dentro para dentro, a autora percorre-se com delicadeza, mas sem pudor. Oferece-se ao leitor nua. Quase em sacrifício.

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O Livro do Destino – Parinoush Saniee

Sinopse: Adolescente na Teerã pré-revolucionária, Massoumeh é uma menina comum, apaixonada pelos estudos. A caminho da escola, ela conhece um homem por quem se apaixona — mas, quando seus familiares descobrem as cartas que ele lhe escreve, Massoumeh é apontada como uma desonra para a família. Como consequência, a jovem leva uma surra violenta do irmão autoritário, e seus pais a obrigam a se casar às pressas com um homem que ela nunca viu.

Os anos que se seguem ao casamento de Massoumeh revelam-se transformadores para o Irã. Hamid, seu marido, é um dissidente marxista, perseguido primeiramente pelo regime opressor do Xá e depois pelos fundamentalistas que ele próprio ajuda a chegarem ao poder. O destino de Massoumeh, até então ditado pela lealdade à família e à tradição islâmica, passa a ficar atrelado às mudanças radicais no país.

‘O livro do destino’ abrange cinco décadas turbulentas da história do Irã, em que prevaleceu a repressão, o abuso, a miséria e a privação. É uma história intensa sobre amizade e paixão, medo e esperança — e uma rara visão interna da sociedade iraniana.

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