20/02/2015 - Por Reflexões

Motherhood – a verdadeira história

O filme “Boyhood: da infância à juventude” apareceu nas telas com um grande burburinho por ser uma produção trabalhosa de 12 anos, que pretende mostrar os dramas comuns da vida real a partir do crescimento de um menino. Sendo um tanto quanto ousado ao usar os mesmos atores durante um bom período de tempo, o filme acabou se tornando um dos favoritos em cerimônias como o Oscar e o Emmy de 2015.

Mas Boyhood nunca será apenas sobre a história de um garoto que cresceu e foi à faculdade. Aquela máxima machista, infelizmente, é uma verdade: por trás de um homem haverá sempre uma mulher. E por trás do protagonista do filme havia uma mãe.

Contar a história do crescimento de uma criança é contar a história da mãe desta criança. É mostrar como a sociedade nos coloca, mulheres, como as maiores responsáveis por vidas que não são apenas as nossas próprias.

Boyhood conta a história de uma mãe que criou seus filhos praticamente sozinha e indo de galho em galho sempre que necessário.

Uma mãe que teve seus filhos talvez muito cedo, que não planejou sua maternidade. Uma mãe que se separou do pai de seus filhos, que acreditou ter achado um novo pai perfeito, mas que se torna vítima de mais um homem violento dentro de casa e sem querer acaba colocando em risco os seus filhos dentro desta situação. Uma mãe que para ir atrás de seus sonhos deve deixar seus filhos em segundo plano, que cresce no mundo profissional, mas que sente em perder o crescimento de seus filhos de perto.

Uma mãe que diz que sua vida acaba depois que seus filhos seguem suas vidas sozinhos. Uma mãe que não sabe que depois dos filhos a gente pode viver, crescer e ainda oferecer ao mundo muito de nós. Uma mãe que aprendeu com o mundo que mulher depois dos 40 é praticamente irrelevante. Sozinha. Sem função.

Uma mãe que deveria ser protagonista de sua própria vida, mas que sempre vai pegar o papel de atriz coadjuvante.

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