30/09/2016 - Por Reflexões

Reconexão

Esse mês foi o setembro amarelo. O mês da prevenção e conscientização sobre o suicídio.

Nesse mês extraordinário conheci pessoas maravilhosas cheias de histórias para contar e foi entre tantas histórias que eu percebi o quanto meus sentimentos são comuns.

Conheci diversas garotas como eu de 17, quase 18, anos que se sentem ansiosas, perdidas e desesperadas pelas provas da faculdade. Tantas mulheres com a idade da minha mãe temendo perder tudo e tantas meninas muito mais jovens querendo deixar de existir. Lidei com diversos problemas: a perda do namorado, a falta de dinheiro, a traição do marido, a depressão e ansiedade, o medo de contar pros pais que é gay. Dos aparentemente mais simples aos mais terríveis problemas e eu tentei puxar um sorriso do fundo do peito e passá-lo adiante, transformando algo distorcido, triste e assustador em algo mais bonito, colorido e enfrentável.

Conheci pessoas que não sabiam por onde começar, outras extrovertidas que contavam todos os detalhes, vários tipos de pessoas.

E de tudo isso tirei uma única conclusão:

Somos frágeis.

Somos seres extremamente frágeis vivendo uma vida feita para ser vivida por robôs, tentamos até agir como tal, mas somos sensíveis, assustados e carentes.

Lidar com essas pessoas me fez perceber o quão é importante um carinho, uma atenção, um mimo… O quanto devíamos sorrir mais para as pessoas na rua sem precisar conhecê-las e apoiá-las, perdoá-las, nos importar, pois isso pode fazer alguém que está à beira do precipício desistir de pular.

Nesse mês eu refiz minha alma enquanto tentava concertar corações partidos, eu ajudei e tive ajuda simultaneamente.

A reconexão entre nós é importante. O ser humano é um ser extremamente social, carente de atenção, de incentivos positivos, de reforços construtivos, mas não em apenas um mês ao ano e sim todos os dias.

Por isso te convido a continuar ouvindo as pessoas, distribuindo nada menos do que amor e compreensão, continuar a união que o setembro amarelo nos proporcionou e assim construir lentamente um mundo mais amável, mais unido.

Mais feliz.

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