Esportes de menino e esportes de menina

‘Minha mãe me obrigou a entrar no Ballet quando eu era pequena’

‘Queria fazer Ginástica Olímpica, mas meu pai me disse que era esporte de menina, então fui fazer Futebol’

‘Sempre gostei de skate, mas minha mãe dizia que eu devia ser delicada e não ter meus joelhos sempre machucados’

Esses são comentários freqüentes quando se discute a prática de esportes na infância, ainda muito associada ao gênero: ‘esportes de menino’ e ‘esportes de menina’.

Feminino e masculino, menina e menino ocupam espaços diferentes no imaginário social coletivo. O homem, ‘por natureza’, é visto como mais racional, corajoso, ágil e forte. Já a mulher é vista como emocional, propensa ao choro, passiva e frágil. Por meio dessa ‘naturalização’, surgem no senso comum os ‘esportes de menino’ – futebol, judô, boxe, skate – e os ‘esportes de menina’ – ballet, jazz, sapateado, ginástica olímpica, ginástica rítmica.

A distinção de esportes por gênero afeta negativamente a experiência esportiva na infância, visto que muitas crianças são condicionadas a praticarem esportes que a sociedade e seus pais consideram aceitáveis e não aqueles que realmente gostam. Entretanto, quando o gosto e a escolha são respeitados, temos casos incríveis, como o grupo Pink Helmet Posse, composto por três meninas de seis anos que compartilham uma paixão: o skate.

anigif_original-grid-image-2924-1403824741-4

 

anigif_enhanced-31631-1403823247-2

Um dia, eu quero ser uma skatista profissional

Veja mais no documentário feito pelo NY Times.
TW: Fofura nível máximo <3

Com as Olimpíadas de 2016 batendo na nossa porta, é importante chamar a atenção da sociedade para as mulheres desportivas,  que ficam à margem dos debates e dos investimentos. E, acima de tudo, desconstruir ideias produzidas pela cultura de que a maioria dos esportes não são feitos para meninas.

You go, girls 😀

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *